O filme, Mera Coincidência, retrata um período pré-eleitoral, nos Estados Unidos, onde o atual presidente, Michael Belson, é acusado de envolvimento sexual com uma adolescente, a notícia é veiculada nos jornais, trazendo prejuízos a imagem do presidente junto a opinião pública.
Diante das circunstâncias, o marketeiro Connie, interpretado por Robert De Niro, é acionado para criar um fato extraordinário, capaz de prender a opinião pública e resgatar a credibilidade do Presidente.
Connie, procura um renomado produtor de cinema, de nome Stanley Motss, interpretado por Dustin Hoffman, ambos depois de avaliar que “fato” criariam, chegam a conclusão de que a notícia seria uma “guerra contra a Albânia e a libertação de um prisioneiro de guerra.
O produtor vai para uma ilha de computação gráfica, onde monta as imagens com cenas de cunho emocional, explorando todo o realismo que as novas tecnologias possibilitam, como por exemplo em uma das cenas que uma jovem foge com o seu pequeno gatinho branco no meio das explosões.
Paralelo as notícias de guerra, Connie, lança na mídia a campanha de libertação do prisioneiro, Sargento William Schumann , interpretado por Woody Harrelson. Com apelos emocional, a foto do prisioneiro aparece na mídia com uma inscrição em código morse, se referindo a sua mãe, rapidamente a produção associa alguns símbolos a esse prisioneiro de guerra – como uma canção sobre sapatos velhos – que passa a tocar nas rádios – evocando o lado emocional da opinião pública, como também o marketeiro e sua assessora de imprensa Winifre Ames, interpretado por Anne Heche, espalham sapatos na rede elétrica, essa fato gera comoção nacional e faz o ibope do presidente subir.
Pouco antes da eleição é simulado o resgate do prisioneiro, mas não dá certo – o prisioneiro é um psicopata e no retorno para Washington, o mesmo, tenta estrupar a mulher do dono de uma mercearia de estrada, o marido enfurecido mata o Sargento Schumann.
Quando a cúpula, desanimada, acham que não vai dar certo, Stanley Motss, percebe que um herói morto é mais comovente do que vivo e dão continuidade ao plano, chegam em Washginton com grande cobertura na imprensa.
Na parte final, o plano da certo, a vitória do presidente é iminente, nesse momento o produto se vê injustiçado e quer revelar a trama.. Connie rapidamente age, para que isso não acontece, e providencia a “queima de arquivo”.
O filme mostra a capacidade da comunicação aliada ao desenvolvimento tecnológico, encurtando caminhos entre a realidade e a ficção, deixando algumas mensagens bem definidas: as meras coincidências podem virar verdades absolutas e mudar o rumo da história;
O poder das novas tecnologias; a criatividade dos profissionais da área de comunicação e por fim uma condição que nunca mudara: a fonte das informações deve sempre manter o “sigilo” se não pode.........
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